RIID

Cinquenta e seis, cinquenta e sete, cinquenta e oito. Cinquenta e oito caminhos neste aqui, caminhos curtos e próximos um do outro, rastros que levam ao mesmo destino de vários outros caminhantes. O que será este lugar? Por que tanto caminhantes possuem trilhas que levam até ele? Me pergunto se por aqui passaram muitos como este, com poucas possibilidades e trilhas curtas. Podem eles ver o quão reduzidas são suas possibilidades? Isso é algo que me intriga, desde o dia que vi um deles debandando e livrando-se de sua sina original, me enche de dúvida, infelizmente essa dúvida já estava sobre meu caminho e só estou passando por ela, se ao menos eu pudesse ter a benção de aproveitar o decorrer da estrada sem ter a certeza de seu fim.

Quinhentos e doze, quinhentos e treze, quinhentos e quatorze. Este aqui chegou ao último passo, seu púrpura de agressividade preencheu o ambiente que antes era o mais puro escarlate de alegria, talvez ele soubesse que seria o fim de sua caminhada, sua presença era pálida e opaca, o que isso significa? Talvez não signifique nada, só devo continuar contando.

Zero! Eu o vi novamente, o caminhante livre, algo novo estava surgindo, nem mesmo pude o ver em minha trilha, eu pude notar o vermelho mais intenso que eu já vi, e o mais curioso é que vem de mim, porém, rapidamente o vermelho deu lugar ao já conhecido escarlate da alegria, estou sentindo algo? Este sentimento, seria esta uma ânsia de algo além da minha sina original? Me sinto feliz e desejoso com a possibilidade deste “caminho”… Mas não ele, afinal, essa tal liberdade é mesmo algo que eu deveria querer?

Um, dois? Praticamente em uma prisão para este aqui, me pergunto se este cárcere teria sido criado por ele mesmo ou se por influência de outros indivíduos, ou até mesmo se ele se deu conta de como é estreito seu caminho.
Duzentos, duzentos e um, e agora duzentos e dois, uma nova passagem se abriu para este aqui. Repentino demais eu diria, há várias contagens eu o vejo com os mesmos duzentos e um caminhos, algo novo aconteceu, seria influência do caminhante livre? Ah… Devo continuar meu trabalho.

Oitenta e nove, noventa, noventa e um. Onde estão os outros Contadores? Afinal, se eles estão por aí, por que estamos sempre distantes?

Trezentos e onze, trezentos e doze, trezentos e treze. Meu vagar logo chegará ao limite, há inúmeras contagens eu observo o fim se aproximando e em todas as vezes que o observei me vi em em um laranja forte, seria este o tom do tal medo?

Trinta e quatro, trinta e cinco, trinta e seis. A lembrança do caminhante livre não sai da minha mente, é como se algo em mim quisesse o ver novamente a cada nova contagem, porém sempre que penso nisso um tom laranja toma conta de mim, porém ao mesmo tempo sinto o escarlate dá as caras, uma alegria que eu tento ocultar, em tentativas fúteis tento me esconder, tapando com as mãos o brilho do meu desejo, tenho receio de que meu mestre veja isso, veja que estou criando novas trilhas, isso é um erro?

Trinta e três, trinta e cinco, trinta e sete? Espera, isso está interferindo no meu trabalho? Concentre-se! Devo me focar e ignorar essas idéias tolas de um indivíduo sem trilhas a seguir, se é que isso é realmente possível, isso certamente só traria problemas, para ele e para aqueles ao redor, um indivíduo sem caminhos a serem seguidos é alguém vão, é alguém perdido.

Quatrocentos e noventa, quatrocentos e noventa e um, quatrocentos e noventa e dois. Este lugar, qual é o porquê dos caminhantes virem até ele? O que tem aqui que os causa desejo? Seria esta uma busca de preencher a si mesmo com sentimentos que lhes faltam? Seriam os caminhantes dependentes de provação, subalternos de estímulos externos?

Um, dois… Por que Kiirusziel quer estas informações? O fato de que todos os andarilhos possuem suas sinas e trilhas é de conhecimento de todos de Riid, por qual motivo ele quer saber suas quantidades, suas trajetórias, afinal, ele já não sabe o fim de todas as caminhadas?

Cento e trinta e dois, cento e trinta e três, cento e trinta e quatro. As trilhas possuem direções? Nunca me questionei quanto às mudanças nos caminhantes, alguns deles eventualmente me aparecem com mais delas, uma trilha extra é uma vertente de uma trilha comum?

Enfim o Regter veio, sempre que ele leva minhas anotações com as últimas contagens eu vejo o tom do vermelho sangue emanando de mim, o desejo de continuar meu dever, ou pelo menos havia sido assim, não agora, neste momento apenas o que me vem à cabeça é a presença intrigante de um caminhante diferente de todos os outros.

Duzentos e quarenta, duzentos e quarenta e um, duzentos e quarenta e dois. Por pouco eu não pûde me conter, por um mínimo instante o Regter não me viu exalando o escarlate, mesmo contra minha vontade, eu estava empolgado, fe- feliz? Curioso eu diria, minha ânsia quase não cabe mais em meu corpo, eu preciso de alguma maneira encontrá-lo.

(Contextualização)

(Contextualização)

Zero! Chegara então o momento tão esperado, o caminhante livre de suas listras, liberto das amarras do destino, ele está aqui e desta vez não deixarei que suma, seguirei meu desejo.

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O Personagem deve ter um crescimento.

1 - Mundo comum - Consciência limitada do problema.
    O personagem está limitado a sua função, ele é designado para contar os caminhos dos destinos dos mortais, ele faz isso durante toda a sua vida e é o que continuaria fazendo.

2 - O chamado para aventura - Aumento da consciência.
    O personagem visualiza então uma criatura que não está atrelada ao destino e se questiona quanto a isso (o destino, os caminhos, as trilhas).
e experimenta a alegria, a liberdade, o que faz com que ele deseje a mudança.

3 - Recusa ao chamado - Relutância à mudança.
    O construto então se vê sentindo-se tentado a buscar o caminho dessa criatura, porém ele se sente amedrontado, sente medo de que alguém descubra suas intenções, sente medo que seu mestre veja que ele agora sente coisas que antes não sentia, por isso ele tentado ao máximo se conter (como alguém que esconde uma doença, uma ferida).
   
4 - Encontro com mentor - Superação da relutância.
    O personagem então se vê diante de uma situação onde ele “experimenta” essa tal liberdade, essa redução de trilhas a serem seguidas e gosta disso, ele deseja mais e parte em busca de mais (como um vício).
    (Inserir uma motivação externa que o faça desejar ainda mais a mudança, que o faça superar a relutância)
    Há um momento onde ele experimenta novamente a alegria, porém de forma mais intensa, algo que faz com que se gere nele uma necessidade que antes ele não tinha.

5 - Cruzamento do limiar - Comprometimento com a mudança.
    (reflexão da mudança, aqui o protagonista parte em busca da libertação e abandona o seu posto, parte onde ele sai da sua função e experimenta coisas externas, vai para o mundo mortal).

6 - Teste, aliados e inimigos - Experimentando a primeira mudança.
O Protagonista chega no novo mundo, como ele chegou mantendo seu corpo aparência e demais, ele não encontra aliados, sua primeira provação torna-se encontrar alguém que possa senti-lo/ enxergar-lo, quando ele encontra alguém que possa interagir com ele sua, sua noção sobre o mundo é criada primeira missão é concluída.
        Ele se depara com a falta daquele sentimento com o qual se apegou tanto e gradualmente cai em desespero.

7 - Aproximação da caverna profunda - Preparação para uma grande mudança.
   

8 - Provação - Tentativa de uma grande mudança.

9 - Recompensa - Consequência da tentativa (melhoras e retrocessos).

10 - Estrada de volta - Rededicação à mudança.

11 - Ressurreição - Última tentativa de uma grande mudança.

12 - Retorno com o elixir - Domínio final sobre o problema.


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O sem caminho é o personagem que ficou louco e se afastou do grupo

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